Adapec destaca início do vazio sanitário do algodão no Tocantins nesta terça-feira, 20

Até 20 de novembro fica proibido o plantio da oleaginosa no Estado
por Welcton de Oliveira/Estado do Tocantins
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Produtores rurais devem ficar atentos ao cumprimento do vazio sanitário do algodão - Foto: Adapec/Estado do Tocantins

Com objetivo de controlar a praga do bicudo do algodoeiro, inicia nesta terça-feira, 20, e segue até 20 de novembro o período de vazio sanitário do algodão. A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) ressalta, aos cotonicultores tocantinenses, que, neste intervalo, ficam proibidos a manutenção e o plantio da oleaginosa.

De acordo com o responsável pelo Programa Estadual de Controle do Bicudo do Algodoeiro, Cleovan Barbosa, a medida é fundamental para prevenir e controlar o bicudo do algodoeiro, principal praga que ataca a cultura. "Durante este período, a Adapec realizará o monitoramento das áreas de cultivos que foram cadastradas na Agência, a fim de garantir que não haja plantas vivas com risco fitossanitário no campo", explica.

A legislação prevê que, em caso da presença de plantas vivas com risco fitossanitário o processo de eliminação é de responsabilidade do proprietário ou ocupante da área, e, o produtor deve fazê-lo de forma mecânica ou química. Caso sejam descumpridas as normas, o proprietário estará sujeito a sanções previstas em lei.

O Tocantins possui atualmente uma área de cultivo de algodão estimada em 4,6 mil hectares.

Bicudo do Algodoeiro

Os adultos são besouros com coloração cinza ou castanha, com 3 mm a 7 mm de comprimento. Infesta as lavouras de algodão desde o início da emissão de botões florais até a colheita, podendo ter de 4 a 6 gerações em um ciclo da cultura e se não for controlado pode causar perdas de até 70% da produção.

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