Adolescentes da Unidade de Semiliberdade Masculina de Palmas participam de roda de conversa sobre valorização da vida

Ação integra a campanha Setembro Amarelo
por Márcia Rosa/Governo do Tocantins
-
Durante a roda de conversa, os participantes também assistiram a um filme sobre valorização da vida - Foto: Seciju/Governo do Tocantins

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) promoveu, na última sexta-feira, 24, uma roda de conversa sobre Valorização da Vida, na Unidade de Semiliberdade Masculina (USLM) de Palmas, como parte das ações da campanha Setembro Amarelo, realizada pelo órgão no Tocantins.

“Eu já pensei em suicídio, mas o apoio psicólogo me ajudou bastante e, agora, a palestra me incentivou a ver que há momentos bons e ruins, mas que é preciso pedir ajuda, por isso estou mais tranquilo”, revelou P.H.B.C., após receber uma frase motivadora distribuída durante uma dinâmica realizada na ocasião.

Os participantes, dentre eles, servidores, adolescentes e familiares assistiram a um filme sobre o valor da semeadura que gera perspectivas de vida, debateram sobre os impactos positivos do acolhimento, valorização à vida e possibilidades de mudanças, além de um momento de compartilhamento e acolhimento, com um lanche oferecido às famílias no final da ação.

O psicólogo e agente especialista socioeducativo, Vanilson Pereira da Silva, trouxe um debate sobre qualidade de vida, causas sobre adoecimento mental, avaliando a importância do tema para adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. “Trabalhar a medida socioeducativa vai muito além das questões de justiça. Os adolescentes precisam ampliar o escopo de reflexão e falar sobre saúde mental que engloba desde a reinserção deles na sociedade, bem como o modo de lidar com questões individuais que possivelmente estão atreladas ao ato infracional e se estendem ao estado emocional deles”, pontuou o psicólogo.

Humanização da medida socioeducativa

O chefe da USLM de Palmas, Júlio Cesar Guedes, chamou a atenção para temas que humanizam cada vez mais a medida socioeducativa. “O trabalho humanizado, sem dúvida, extrai o melhor do ser humano e isso não é diferente entre os socioeducandos, pois gera um esforço contínuo por todos que estão envolvidos neste processo de reinserção social, em trazer debates que vão ao encontro das necessidades psicológicas dos adolescentes, ajudando-os a ver novas possibilidades e trilhar novos caminhos”, destacou.

Momento de interação entre o adolescente e o pai formando o mural com frase motivadora - Seciju/Governo do Tocantins
keyboard_arrow_up