Com proposta de debater a participação de produtos da sociobiodiversidade na Feira de Agrotecnologia do Tocantins (Agrotins 2017), uma equipe da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) se reuniu, na tarde dessa quinta-feira, 30, em Caseara, com as mulheres extrativistas dos municípios de Pium, Caseara, Araguacema, Divinópolis, Marianópolis e Paraíso do Tocantins.
De acordo com a diretora de Sociobiodiversidade da Seagro, Marta Barbosa, a proposta é que as comunidades agroextrativistas participem da Feira, expondo produtos da sociobiodiversidade, tais como plantas medicinais e fitoterápicas; óleos produzidos a partir de babosa, macaúba, sucupira e hortelã, produtos aprovados na Oficina do Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos, em 2016, em Brasília (DF). “As mulheres fazem os produtos finais, a exemplo dos óleos, e agora seus trabalhos serão apresentados para comercialização no estande de produtos medicinais e fitoterápicos, na Agrotins 2017”, antecipou a diretora.
Outra pauta discutida na reunião foi sobre a participação das comunidades na Caravana Agroecológica, evento que vai visitar os projetos de agroecologia e sociobiodiversidade em diversos municípios do Tocantins, na segunda quinzena de maio.
Criação da Câmara Técnica
Marta Barbosa falou também sobre a aprovação da criação da Câmara Setorial da Sociobiodiversidade, que ocorreu nessa quarta-feira, 29, durante a reunião do Conselho Estadual Sustentável (Cedrus), em Palmas. Ela destacou a importância da criação da Câmara Técnica da Biodiversidade por trazer autonomia nas ações e nos projetos. “Já há propostas de ações estaduais e nacionais e estamos aguardando o pronunciamento do Ministério do Meio Ambiente, responsável e coordenador nacional da Sociobiodiversidade, para, com as demais Câmaras Setoriais, realizarmos as ações necessárias para o desenvolvimento das Cadeias de Valor dos produtos da Sociobiodiversidade, como pequi, buriti, babaçu e umbu; e também do Plano Plurianual Nacional, organizando as estruturas para que as ações sejam implantadas”, explicou a diretora.
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