No Tocantins existem cerca de 1.300 apicultores, 52 associações, duas cooperativas e uma Federação de Apicultores. A atividade está sendo incentivada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) por ser uma excelente oportunidade de complementar a renda do pequeno agricultor. Para esse público e demais interessados em investir em apicultura e meliponicultura, a 14ª Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) trará, de 6 a 10, uma programação toda especial.
Uma das atrações é a ‘Mostra de produtos apícolas’ que ficará disponível no estande da Federação Tocantinense de Apicultura (Fetoapi), no Pavilhão da Agropecuária, durante os cinco dias de Feira. Neste local, serão comercializados mel, própolis, cera alveolada e produtos a base do mel como shampoo e sabonetes, além de equipamentos utilizados para a extração do mel. Segundo o presidente da Fetoapi, Antonildo Medeiros, todos os produtos são de cooperativas e associações do Estado. “Nós temos a expectativa de que todos os produtos sejam vendidos, pois têm uma boa aceitação por parte do público da Agrotins”, explicou, acrescentando que a Feira também é uma oportunidade dos apicultores trocarem informações sobre as criações de abelhas.
Outro espaço será a ‘Casa do Mel’, que foi construída nos padrões sanitários exigidos pela regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e com os insumos e equipamentos necessários para o processamento do produto. No local serão repassadas todas as informações aos apicultores sobre os cuidados necessários para a construção da Casa, mostrando desde a escolha do terreno, altura das paredes, cômodos necessários para a manipulação, como a sala de recebimento das melgueiras; a sala suja, onde o produtor deverá se equipar e se higienizar para então entrar na sala limpa, na qual o produto é manipulado.
“O apicultor vai conferir de perto todo o fluxo e ambientes próprios para a manipulação de forma higiênica e segura, garantindo ao consumidor a qualidade do produto”, explica a médica veterinária da Seagro, Érika Jardim. A Casa do Mel ficará no Pavilhão da Agropecuária e poderá ser visitada das 9h às 17h.
Oficina Gastronômica
Já no Espaço Empresarial na quarta-feira, dia 07, das 9 às 12 horas, no Auditório 6, os apicultores poderão participar da ‘Oficina Gastronômica do Mel’ realizada pelo Sistema de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceira com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
Segundo a analista do Sebrae de Paraíso do Tocantins, Sirlene Martins, a intenção da Oficina é incentivar o consumo do mel na gastronomia e tirar um pouco o foco do uso somente para a medicina. “Pretendemos ensinar receitas com o mel como pães, sucos, doces, bolos e demais alimentos que possam utilizar o produto que é rico em nutrientes”, informou.
Lucro com o mel
Na quinta-feira, 08, das 14h às 14h45, o foco será a palestra ‘Como obter lucro com a Apicultura no Tocantins’. Apicultor há 16 anos, o senhor Magno Freire de Castro irá falar do seu caso de sucesso. Ele tem apiários nos municípios de Nova Olinda, Araguaína, Bandeirantes e Arapoema e com o tempo e prática no manejo aprendeu a ganhar dinheiro com a produção. “Antes eu não sabia trabalhar e perdia tempo e dinheiro com o manejo e transporte do mel. Hoje eu consigo trabalhar de forma prática porque entendi como lidar com as abelhas e consigo lucrar porque aprendi técnicas por meio da prática e dos cursos que participei”, explica.
O apicultor produz nos seus apiários cerda de seis toneladas por ano e vende de R$ 7,00 a 10,00 o quilo do mel dependendo da quantidade solicitada. O mel do produtor é vendido para vários municípios, como Gurupi, Palmas e Paraíso. Segundo o Sr. Magno uma boa produção de mel depende da disposição em trabalhar de forma certa e também do clima para as abelhas, que nesse caso é bem propício no Tocantins.
Meliponicultura
Para unir às diversas culturas como plantação de banana, manga, seringueira, goiaba entre outros com a Meliponicultura - Criação racional de abelhas sem ferrão - são necessárias técnicas específicas de manejo. Esses detalhes serão apresentados por meio de teoria e prática durante o Mini-curso: Utilização e benefícios do Sistema Agroflorestal (SAF) dentro do Workshop ‘Agroecossistemas na Agricultura Familiar’. O evento é realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins). O Mini-curso de Meliponicultura acontecerá na sexta-feira, dia 9, das 14h às 17h15, no auditório 5 do Pavilhão Agricultura Familiar, com o técnico em extensão rural, Wandro C. Gomes da Silva.
De acordo com o técnico, os benefícios são muitos na criação das abelhas mansas. “A criação utiliza os mesmos espaços de outras culturas e a atividade é viável economicamente, pois utiliza abelhas nativas. As técnicas são simples e podem ser manejadas sem o perigo do ferrão”, explicou.
Alta produtividade
E no Pavilhão da Agropecuária acontecerá o curso de Manejo para Alta produtividade em Apicultura, com o consultor em apicultura, Robson Raad. O curso acontecerá nos dias 7, 8 e 9, e é resultado de parceria entre a Fundação Banco do Brasil, Federação Tocantinense de Apicultura (Fetoapi), Seagro, Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e Ruraltins. O curso pretende orientar os técnicos e presidentes de associações de apicultores no aumento e eficiência da produtividade dos apiários.
Produção
A atividade apícola tem baixo custo e pode ser realizada até mesmo em áreas urbanas. Em 2013, foram produzidas no Tocantins 210 toneladas de mel e para este ano a Fetoapi tem a expectativa de dobrar a produção.
Segundo Érika Jardim toda essa programação prevista na Agrotins tem a intenção de estimular e qualificar o apicultor tocantinense no sentido de que obtenha mais produtividade e com isso venha lucrar com a atividade apícola. “Pretendemos qualificá-los e mostrar para os visitantes da Agrotins, que a atividade apícola no Tocantins é viável e temos uma estrutura pronta para atender as associações e apicultores dentro das nossas oito Casas do Mel e dos três entrepostos disponíveis para o beneficiamento do mel”, concluiu a veterinária, acrescentando que toda essa estrutura é capaz de produzir mel e derivados com capacidade de atender o mercado tocantinense e também de outros estados.
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras