Barracos de palha dão lugar a construções de alvenaria no Bico do Papagaio

por Polyana Pegoraro
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Casas-Foto Nária Leila1.jpg - Foto: Nária Leila/Habitação

A realidade das quebradeiras de coco que vivem em povoados na região do Bico do Papagaio, extremo norte do Estado, está mudando. As casas de adobe e palha estão dando lugar a casas de alvenaria que possibilitam mais segurança, saúde e conforto às famílias.

Com investimento de R$ 22 milhões, provenientes do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, estão em fase adiantada de construção mais de 800 unidades habitacionais. As casas foram projetadas observando os costumes e demandas das quebradeiras, com maior espaço interno, armadores de rede e depósito para guardar o coco.

Famílias como a da quebradeira de coco Francisca das Chagas, que vive no povoado Centro dos Firmino, no município de Carrasco Bonito, serão beneficiadas com as casas. Ao acompanhar a construção de sua nova casa, em frente à casa de palha aonde vive, se mostra satisfeita com o benefício. 'Já estou muito feliz, nossa vida vai melhorar muito. Sair da casa de palha para a de tijolo é muito bom', frisou.

As unidades habitacionais além de melhorar a vida dos beneficiários, também contribui para a geração de renda, já que é utilizada mão-de-obra local na construção das casas, como no caso do seu Raimundo Rodrigues, que está recebendo uma renda extra trabalhando como pedreiro na construção de casas em Carrasco Bonito. 'A construção dessas casas é muito boa para o povoado por que a pobreza aqui é muito grande e essa renda faz muita diferença nas nossas vidas', ressaltou.

Um diferencial é a participação efetiva da comunidade e dos movimentos sociais atuantes na região em todo o processo, sendo na definição de detalhes arquitetônicos e na escolha de cursos e atividades a serem desenvolvidos.

São realizadas ações de incentivo à organização comunitária, a preservação do meio ambiente, cuidados com o lixo e higiene, bem como, curso de artesanato com coco babaçu, levando novas técnicas para aprimorar o que já é produzido nos povoados.

Para o secretário Aleandro Lacerda, a construção dessas casas é apenas o início, sendo que a meta é estender o benefício aos demais povoados existentes na região. 'Estamos construindo essas casas oportunizando a essas famílias não só a questão da moradia, mas também um trabalho de geração de renda. A demanda ainda é grande e pretendemos pleitear mais recursos para a construção de mais unidades habitacionais para essa região', disse.

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