Bombeiros militares tocantinenses voltam para casa, após missão em Pernambuco

Duas equipes atuaram em força-tarefa na grande Recife com as equipes de bombeiros militares de Goiás, Santa Catarina e Ceará
por Gisele Bedin e Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins
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Subtenente Raphael Mollo e cadela Sky durante o trabalho de buscas em áreas soterradas da grande Recife - Foto: CBM/Governo do Tocantins

As duas equipes de bombeiros militares tocantinenses que ajudavam nas buscas às vítimas dos soterramentos provocados pelas fortes chuvas na grande Recife-PE, já estão voltando para casa. Com os trabalhos encerrados na sexta-feira, 3, após a localização do corpo da última vítima, uma mulher de 43 anos, na região de Camaragibe, os bombeiros iniciaram o retorno a Palmas.

A missão em Pernambuco tinha o mesmo foco que aquela executada no início do ano, em Petrópolis-RJ, ou seja, com apoio dos cães, localizar as vítimas soterradas pelos escombros. As chuvas caem fortemente, diariamente, na grande Recife, e, na área das buscas, onde 128 pessoas morreram e centenas estão desabrigadas.

Por determinação do governador Wanderlei Barbosa, o Corpo de Bombeiros Militar enviou três militares com duas cadelas para o Recife. Todos eles, experientes neste tipo de trabalho. Para a missão, o grupo é composto pelo subtenente Raphael Mollo, cinotécnico do CBM/TO, e que atua com a cadela Sky, e o cabo Raphael Gusmão, que faz dupla com a cadela Dory. Para auxiliá-los, também está no time o 1° sargento Magno Valadares.

Os bombeiros militares tocantinenses chegaram ao Recife na quarta-feira, 1° de junho, por volta das 16 horas. Imediatamente, se apresentaram ao Posto de Comando da Força-Tarefa e iniciaram as buscas no Bairro Curado. “As equipes de busca estavam bem cansadas e alguns cães machucados, por isso foi importante entrarmos em ação imediatamente”, relatou o subtenente Raphael Mollo.

A segunda missão da equipe tocantinense ocorreu no Setor Camaragibe. Começou ainda na quarta, e só terminou na quinta-feira, por volta das 3 horas da madrugada. “Estava muito úmido no local e a lama dificulta que o odor da vítima venha para a superfície, mas fizemos o melhor que pudemos com nossos trabalhos, nossa técnica e experiência”, relatou Raphael Mollo.

No Setor Curado, o corpo foi encontrado por volta das 7 horas, pela equipe de escavação do Exército Brasileiro. “Foi em uma área em que nós ajudamos a orientar, após análise da cinemática da situação, orientando no melhor caminho a ser feito e onde os pertences estavam sendo encontrados”, pontuou o subtenente.

Em Camaragibe, foi localizado o corpo da última vítima, onde os bombeiros militares tocantinenses, com as cadelas Sky e Dory, operaram com as equipes dos CBMs do Goiás, Santa Catarina e Ceará. “Trabalhamos no local durante o dia todo”, informou Raphael Mollo. 

Avanço das técnicas

Experiente e com certificação nacional em buscas de vítimas em áreas colapsadas, o subtenente Raphael Mollo avaliou que os Corpos de Bombeiros Militares brasileiros têm evoluído muito no que diz respeito à atuação em área com desastres. Ele argumenta que isso se deve à troca de informações entre as equipes de cães.

“Essas equipes são fundamentais para o sucesso das operações de resgate em nível de desastre no que diz respeito a deslizamentos e estruturas colapsadas. O cão é uma peça fundamental para a localização das vítimas. Não vemos uma missão sem a atuação desses animais, por serem essenciais, indispensáveis para essa característica de desastre”, afirmou Raphael Mollo.

Em três meses, que é o tempo entre as missões em Petrópolis e Pernambuco, Raphael Mollo destacou que “é possível notar evolução no acionamento das equipes de buscas nacionais. O desastre ocorreu sexta-feira, 27 de maio e, no mesmo dia, os Corpo de Bombeiros Militares de vários Estados estavam sendo acionados”, ressaltou o subtenente.

Cadela Dory em sua atuação nas buscas por vítimas soterradas no Recife - CBM/Governo do Tocantins
Equipes do Governo do Tocantins atuam em salvamento - CBM/Governo do Tocantins
Deslizamentos na grande Recife causaram a morte de 128 pessoas - CBM/Governo do Tocantins
Cadela Sky em um de seus momentos de busca às vítimas no Recife - CBM/Governo do Tocantins
Bombeiros militares de vários Estados somam força nas buscas por vítimas soterradas na grande Recife - CBM/Governo do Tocantins
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