Campanha de Educação em Direitos Humanos promove debate sobre influência da mídia na intolerância religiosa

Debate ocorreu nesta quarta-feira, 23, e foi transmitido no canal da Unitins, no Youtube
por Vitória Soares/Governo do Tocantins
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Debate abordou temas como a influência da mídia na intolerância religiosa e o contexto histórico relacionado aos preconceitos religiosos - Foto: Seciju/Governo do Tocantins

Com objetivo de promover a reflexão sobre diferentes temáticas ligadas à garantia de direitos, foi realizada nesta quarta-feira, 23, a 3ª edição da Campanha Estadual de Educação em Direitos Humanos. Promovida pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH), ligado à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), esta edição teve como foco o debate sobre a intolerância religiosa e ocorreu por meio do canal do Youtube da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Durante o evento, o secretário executivo da Seciju, Gilson Silva, ressaltou a importância da cooperação de todos para a execução de ações em prol da garantia de Direitos Humanos. “Estamos à disposição para contribuir com as ações referentes a esta temática que levem à sensibilização social, o que necessita de um trabalho conjunto entre o Governo do Tocantins e a cooperação social e dos conselheiros de Defesa dos Direitos Humanos para promoção das ações de respeito à diversidade religiosa na sociedade”, reforçou.

Para a presidente do CEDDH, Maria Lúcia Viana, é essencial expandir o debate e levá-lo para a prática diária. “É uma alegria dar continuidade a essa Campanha, que tem o objetivo de levar conhecimento para a população sobre diversos temas sensíveis e importantes. Espero que, com esse debate, a gente possa levar o conhecimento à prática, que é o mais importante. A gente tem que olhar para nossa prática diária, de vida e religiosa, para olhar o outro como a nós mesmos, nos colocarmos no lugar do outro”, afirmou.

A diretora do Portal T1 Notícias e mediadora do debate, Roberta Tum, destacou a necessidade de criar espaços para a discussão desta temática. “A gente aprende muito com essa troca de saberes de pessoas que estudaram e se formaram não só nas universidades, mas também nos espaços religiosos, cada um na sua crença, então é um momento importante de despertar novas possibilidades. Acredito que esse é o grande lance, a gente buscar ocupar os espaços públicos e criar essa cultura de paz”, ressaltou.

Nesta edição, além da mediadora Roberta Tum, participaram da mesa-redonda on-line o teólogo afrocentrado Guaraci Fagundes; o teólogo e ambientalista Afonso Murad; e o assistente social do Programa Diversidade na Saúde da Secretaria de Saúde do Tocantins, Neto Neves.

Debates

Durante o evento, foram discutidas temáticas como: a influência da mídia na intolerância religiosa; o contexto histórico relacionado aos preconceitos religiosos; a violência contra religiões de matriz africana; a forma como o ensino religioso é trabalhado nas escolas; e o respeito às pessoas que não possuem nenhuma crença; dentre outros.

Para Neto Neves, os movimentos organizados devem estar à frente do debate para fomentar essas questões no Estado. “O Tocantins precisa avançar nessas questões. Precisamos ocupar espaços para ter uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

O teólogo Afonso Murad reforçou a necessidade de promoção de debates por parte do Estado. “Desejo que vocês no Estado continuem com esse movimento, com essas iniciativas, para que esse pluralismo religioso vá fazendo parte da legislação e da cultura do tocantinense, para criarmos uma sociedade não só tolerante, mas mais pacífica, mais amorosa, mais respeitosa”, disse.

Ao final do debate, o teólogo afrocentrado Guaraci Fagundes ressaltou a importância da liberdade de crença. “Em qualquer lugar, um homem só é verdadeiramente livre quando tem o direito de professar a sua crença”, concluiu. 

Campanha

No total, a Campanha de Educação em Direitos Humanos contará com sete edições e ainda abordará temas como direitos das mulheres; direitos ambientais; combate LGBTQIA+FOBIA; e preconceito geracional contra crianças, adolescentes e idosos.

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