Para iniciar a programação do projeto Formação para a Cidadania, lançado na segunda-feira, 25, pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), e pelo Tribunal de Justiça, o Escritório Social realizou nessa terça-feira, 26, a primeira oficina formativa voltada aos pré-egressos, egressos do sistema penal e familiares. A oficina Cidadania: direitos e deveres teve a participação do secretário executivo da Seciju, Geraldo Cabral, e tratou de temas sobre conceitos de cidadania; a relação entre ser cidadão e a reintegração à sociedade; e os direitos e deveres de cada indivíduo.
Para o secretário executivo da Seciju, é essencial discutir o tema cidadania com pessoas que já passaram pelo sistema penal e que tiveram alguns direitos reduzidos. “Dentro do nosso público da oficina, muitas pessoas saíram do cárcere e têm seu direito de ir e vir, mas encontram obstáculos, o estigma de carregar sempre nos ombros a prisão em si, em uma sociedade que não dá oportunidade, por isso, um trabalho como esse ajuda a libertar e fazer a pessoa reconhecer o seu valor”, ressaltou.
O egresso F.S.L., de 33 anos, relatou que a ação é uma oportunidade de receber um direcionamento na vida pós-cárcere. “Esse é um local de oportunidades para pessoas como eu, que estão saindo agora do sistema, se localizando na sociedade e querendo uma melhoria de vida. Essas são pessoas que nos ajudam a nos colocar no mercado de trabalho, retornar para sociedade e melhorar aspectos físicos, psicológicos e profissionais, visando uma nova vida”, afirmou.
Durante a ação, também foi realizada a entrega de cestas básicas para os assistidos, além da apresentação da equipe e do trabalho desenvolvido pelo Escritório Social. As oficinas seguirão sendo realizadas semanalmente até fevereiro de 2022, abordando temas diversos, ligados ao exercício da cidadania.
Projeto
Com programação semanal até fevereiro de 2022, o projeto Formação Para Cidadania tem como objetivo promover reflexões sobre a vida pós-cárcere, com oficinas com temas diversos, como mercado de trabalho, desafios da reintegração, racismo, dependência química e outros. Durante o período das oficinas, também estão sendo realizadas a doação de cestas de alimentos, a distribuição de vale-transporte e a certificação dos participantes.
O coordenador do Escritório Social, Leandro Bezerra, explicou que o projeto também visa aproximar os assistidos do trabalho desenvolvido no Escritório. “Esse projeto também tem a intenção de divulgar o Escritório Social e de estabelecer um vínculo com o público atendido. A pessoa que sai do sistema penal não quer mais ter contato com o sistema, mas a ideia é trazer o público egresso para o aparelho, para que ele tenha laços com o Escritório e seja acompanhado continuamente para que não volte a reincidir e consiga atender todas as suas demandas sociais”, ressaltou.
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