Corpo de Bombeiros vai coordenar ações locais da Operação Guardiões do Bioma

Operação é parte de um inédito trabalho nacional de combate aos incêndios florestais no Pantanal, Amazônia e Cerrado
por Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins
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Representantes das corporações e Ministério da Justiça e Segurança Pública no lançamento da Operação, em Brasília - Foto: Divulgação

Uma ação inédita no país foi lançada na quinta-feira, 22, em Brasília (DF), objetivando o planejamento e a antecipação de ações de combate a incêndios florestais nos biomas Cerrado, Pantanal e Amazônico. A iniciativa é do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e no Tocantins, os trabalhos serão coordenados pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMTO).

Chamado de Plano Estratégico Operacional de Atuação Integrada no Combate a Incêndios Florestais, o programa vai contar com quase seis mil homens em todo o Brasil. O início dos trabalhos vai atender as demandas de cada estado entre os meses de agosto e novembro.

Dentro do Plano, está também a operação Guardiões do Bioma e terá a participação dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Goiás.

O CBMTO terá papel de destaque à frente da operação Guardiões do Bioma no Tocantins, pois vai coordenar todas as ações. Para tanto, contará com recursos que possibilitarão a mobilização de seu efetivo envolvido nos trabalhos.

As demais unidades dos Corpos de Bombeiros Militares em outros estados também se colocaram à disposição com profissionais especializados para a Operação, sobretudo onde a situação é crítica.

O coronel Reginaldo Leandro da Silva, comandante geral do CBMTO e coordenador Estadual da Defesa Civil, esteve em Brasília participando do lançamento do Plano Estratégico.

“É um lançamento extremamente importante, pois fortalece a integração dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil e trará resultados muito positivos nos combates aos incêndios florestais, tantos nos estados da Amazônia Legal, como nos demais que iniciam as queimadas neste período”, avaliou o coronel.

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) também participou do evento e a instituição vai atuar no combate aos crimes ambientais com ações de fiscalização, repressão e educação, e também contará com repasses de recursos para custeio aos envolvidos na operação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública fará o trabalho de coordenação e integração entre os órgãos envolvidos, além do pagamento das diárias para bombeiros e policiais militares ambientais reforçarem o efetivo.

“Com a soma de esforços e integração entre União e Estados, vamos mostrar para o mundo que o Brasil está engajado na preservação de seus biomas. Esse é um compromisso do governo Jair Bolsonaro e que estamos concretizando nesta ação inédita envolvendo três Ministérios e todas as unidades da federação em apoio aos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal”, ressaltou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Efetivo

Entre os quase 6 mil homens envolvidos na Operação Guardiões do Bioma, são quase 200 bombeiros e policiais militares da Força Nacional de Segurança Pública, 1.642 do PrevFogo (Ibama), 1.427 brigadistas do ICMBio, e mais 1.570 bombeiros e policiais militares ambientais dos estados e quase 1 mil bombeiros militares de 16 estados e o Distrito Federal.

A Polícia Federal (PF) ficará responsável por desenvolver ações de inteligência e polícia judiciária, visando prevenir, mitigar e reprimir devastações criminosas, além de prestar apoio logístico aos demais órgãos participantes.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estará presente nas rodovias, coordenando a segurança e reprimindo eventuais crimes. As polícias Civis, Militares e a Defesa Civil também farão parte da Operação dentro de suas respectivas áreas de atuação. Os órgãos envolvidos, conforme suas competências legais, vão monitorar e realizar ações efetivas nos locais onde há grandes focos de incêndios, além de apurar crimes que podem estar sendo cometidos.

(Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública)

Coronel Reginaldo Leandro Silva, comandante do CBMTO; e o ministro Anderson Torres - Divulgação
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