Em dezembro de 2014, duas crianças esquecidas pelos pais em carros morreram. Os casos aconteceram nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo amplamente divulgados pela imprensa nacional. Embora tenham causado comoção popular, estes acontecimentos são recorrentes. No Brasil, não há dados sobre esse tipo de morte, mas, nos Estados Unidos, estima-se que uma média de 38 crianças morrem por ano por terem sido esquecidas em carros.
O esquecimento de uma criança dentro de um carro pode ser fatal em poucos minutos, como explicou o estudo americano realizado pelo Departamento de Geociências da Universidade Estadual de San Francisco. A pesquisa afirma que em apenas meia hora a temperatura de um automóvel sob o sol e com os vidros fechados aumenta 80%.
O esquecimento de uma criança pode estar ligado a fatores psicológicos como o estresse e a sobrecarga emocional, segundo explicou a psicóloga do Hospital Infantil de Palmas, Rosivânia Tosta. “Esquecer o próprio filho dentro de um veículo não é algo que uma pessoa normalmente faça por ser negligente ou ter algum distúrbio como psicopatia. Esses quadros também existem, mas o caso do esquecimento pode acontecer com qualquer pessoa exposta a situações de stress e forte pressão emocional”.
Como forma de evitar que esse tipo de tragédia aconteça, a psicóloga citou algumas atitudes simples para prevenção. A primeira delas é que todos que convivem com crianças devem admitir que esse tipo de incidente é possível, ou seja, deve-se admitir a possibilidade. Além disso, é preciso ter sempre em mente que as crianças são vulneráveis e precisam de atenção especial e, finalmente, duvidar da própria memória e conferir sempre se algo foi feito. Por exemplo, mesmo que você saiba que não está levando seu filho consigo, crie o hábito checar o banco de trás.
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