Exame confirma segundo caso de Mormo no Tocantins em 2021

Propriedade foi interditada e o produtor rural será notificado do resultado do exame
por Welcton de Oliveira/Governo do Tocantins
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Este é o segundo caso de mormo confirmado em 2021
Este é o segundo caso de mormo confirmado em 2021 - Foto: Adapec/Governo do Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) recebeu nesta sexta-feira, 15, do Lanagro - laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um resultado de exame confirmatório, por meio do método Western Blotting, ratificando o segundo caso positivo de mormo do ano no Tocantins. O equídeo (cavalo de 4 anos) é de uma propriedade rural no município de Taguatinga, na região sudeste do Tocantins.

De acordo com a responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso, no dia 7 de dezembro de 2020, o produtor solicitou a um médico veterinário da iniciativa privada que realizasse a coleta de soro do seu animal para realizar o exame de mormo. O exame foi realizado no dia 17 de dezembro, por um laboratório credenciado pelo Mapa, que usou o método Elisa de triagem. Após a amostra confirmar positiva nesse teste, o laboratório comunicou à Adapec da suspeita de mormo.

Conforme o artigo 7º, da Instrução Normativa Federal nº 6, de 16 de janeiro de 2018, havendo resultado diferente de negativo de um animal, o laboratório deve encaminhar o resultado final, os relatórios de ensaios e requisições de todos os animais testados. O Lanagro investigou a amostra utilizando o método Western Blotting, que é o teste complementar confirmatório preconizado pelo Mapa, e nesta sexta-feira, 15, encaminhou o resultado confirmatório positivo da amostra para o Programa Estadual de Sanidade de Equídeos (Pese) da Adapec.

Após receber o comunicado do Mapa, a Adapec, em consonância com o Artigo 14º da IN 06, tomou as seguintes providências: manteve a interdição da propriedade; irá determinar e acompanhar a eliminação do foco, com a eutanásia e posterior destruição da carcaça; realizará a colheita de amostra para investigação sorológica nos demais equídeos daquela unidade epidemiológica; e fará investigação epidemiológica, incluindo avaliação da movimentação dos equídeos do estabelecimento pelo menos nos últimos 180 dias anteriores à confirmação do caso, com vistas a identificar possíveis vínculos epidemiológicos. Além disso, já orientou o proprietário sobre as medidas a serem adotadas para descontaminação do ambiente e notificará a ocorrência de mormo às autoridades locais de saúde pública para tomar as providências, uma vez que o Mormo é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao ser humano.

Não existe vacina ou tratamento para o mormo, por isso, o produtor rural deve realizar os exames regularmente, já que a validade é de 60 dias, exigi-los ao comprar um animal e evitar que ele tenha contato direto com outros. Caso um equídeo esteja infectado, o produtor rural deve isolá-lo e comunicar imediatamente à Adapec. No manuseio, deve ter cuidado redobrado, pois a doença pode ser transmitida ao homem, o recomendado é utilizar luvas e máscaras, bem como evitar ao máximo que ele tenha contato com outros animais e humanos.

A Adapec está presente, por meio de suas unidades, em todos os municípios do Estado e disponibiliza ainda o 0800 063 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 14 horas, para que os interessados tirem suas dúvidas e também denunciem trânsito clandestino de animais.

Mormo

O Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática), na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.

 

Edição: Lenna Borges

Revisão Textual: Marynne Juliate

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