Gestores se preparam para identificar potencialidades econômicas

O projeto, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criado em 2004 e presente de maneira ativa em vários estados do país está sendo implantado agora no Tocantins através da SIC – Secretaria da Indústria e do Comércio.
por Aurora Fernandes
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Professores da UFT – Universidade Federal do Tocantins –, e IFTO – Instituto Federal do Tocantins –, ministram entre os dias 03 a 06 de Junho um curso de capacitação para cerca de 30 membros do Núcleo Estadual de Arranjos Produtivos – APL, um projeto que pretende unir grupos de empresas do mesmo setor e que atuam no mesmo ramo para que trabalhem de forma organizada.

O projeto, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criado em 2004 e presente de maneira ativa em vários estados do país está sendo implantado agora no Tocantins através da SIC – Secretaria da Indústria e do Comércio.

Os membros do núcleo, que existe desde novembro do ano passado, são representantes de secretarias estaduais, instituições financeiras, entidades de classes (Sistema S), instituições de ensino e representantes dos trabalhadores.

O objetivo do encontro é oferecer conhecimento técnico aos participantes do núcleo. Eles devem definir quais Arranjos Produtivos Locais do Estado devem ser trabalhados e ajudar a estruturar os grupos beneficiados.

Para o economista e PHD em Economia Regional e Meio Ambiente, Waldecy Rodrigues, instrutor do curso, esta é uma oportunidade para discutir as ações para cada setor. “Hoje existe uma insuficiência no mercado, no sentido de não se saber quais são as políticas públicas apropriadas. É preciso conhecer a realidade para saber onde investir”, afirmou.

O nível de investimento no Tocantins ainda pode crescer muito, mas o que os instrutores do curso querem passar é que não é preciso esperar grandes indústrias para promover o crescimento. Para o mestre em Desenvolvimento Regional do IFTO, Autenir Carvalho, “com as micro e pequenas empresas se ajudando, é possível promover o fortalecimento e o desenvolvimento do Estado”.

A Semades – Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – também faz parte do projeto de APL no Tocantins. Segundo Fábio Strieder, representante do órgão, o Estado já busca recursos para apoiar financeiramente o fortalecimento desses grupos junto ao fundo social do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Social.

Para os membros do núcleo, o grande gargalo para o ampliação dos negócios no Estado é a falta de capacitação e informação que devem nortear os empresários. A ideia é que os APL gerem renda e promovam também a inclusão social atrás do conhecimento.

“Os APL são uma forma segura de potencializar os mercados no Estado, além de incentivar que os setores se organizem cada vez mais”, acredita Cleiton Milagres, representante da OCB/Sescoop-TO.

Segundo Marcondes Martins, representante da SIC no Núcleo Estadual, o projeto deve estruturar aglomerados com competitividade revelada ou potencial de crescimento, no sentido de que seus participantes se reconheçam como APL e assim tornarem-se de fato um Arranjo Produtivo Local pleno.

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