Governo do Tocantins apoia oficina “Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes” em Pindorama

Oficinas têm início nesta sexta, 16; serão repassadas técnicas para produção do artesanato e biojoias utilizando o Capim Dourado
por Wladimir Machado/Governo do Tocantins
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Projeto fortalece toda a cadeia do artesanato do Jalapão - Foto: José Neto/Governo do Tocantins

Com proposta de realizar o desenvolvimento de ações que objetivam a capacitação para o fortalecimento da produção artesanal em peças de capim dourado e biojoias, proporcionando ainda a transmissão de saberes, será realizada, com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Agência Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), nesta sexta-feira, 16, a partir das 18 horas, a abertura da Oficina Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes. O projeto é de autoria da artesã Raquel Pinheiro e será realizado na cidade de Pindorama do Tocantins, a 216 km de Palmas.

De acordo com informações da artesã Raquel Pinheiro, serão formadas duas turmas presenciais, uma oficina de Biojoias, ministrada pela instrutora Raylane Raquel; e outra de técnica em costura do Capim Dourado, ministrada pela autora do projeto. As aulas presenciais ocorrerão nos dias 16 e 17 de julho, ambas com carga horária de 40 horas, com participação de 20 alunos, sendo 10 alunos por turma. Já para a oficina on-line, a carga horária é de 32 horas, sendo que as inscrições seguem abertas e serão transmitidas pelo canal do Youtube: Ponto de Cultura Viola de Arame. Para se inscrever, acesse o link: https://tecendocapimdourado.blogspot.com/p/agenda.html .

Nas oficinas, serão repassadas as técnicas para produção do artesanato utilizando como matéria-prima o Capim Dourado, além da produção de Biojoias a exemplo de chapéus, cestos, colares, brincos, mandalas, dentre outros. Os fios de capim dourado são costurados com linhas vegetais e/ou fibra fina das folhas de buriti, ambas espécies nativas do Brasil, próprias do Cerrado.

Capim Dourado

A tradição do artesanato com o capim dourado, o Ouro do Jalapão, foi passada pelos índios da etnia Xerente que, no começo do século XX, saíram caminhando pelo lado do Rio Tocantins e passaram pelo povoado quilombola Mumbuca e ensinaram alguns moradores a costurar capim com a seda de buriti. Desde então, esse saber se difundiu pela região, chegando a outras comunidades e cidades, como no município de Ponte Alta do Tocantins.

Para o presidente da Adetuc, Jairo Mariano, o projeto fortalece toda a cadeia do artesanato do Jalapão. “O aperfeiçoamento da atividade artesanal garante a melhoria e as inovações na produção de peça em capim dourado, agregando mais valor e também fortalecendo a economia com a geração de emprego e renda para a comunidade, conforme incentiva o governador Mauro Carlesse”, considera.

Inovações

A partir desse saber-fazer, as comunidades têm criado novas coleções com inovações de produtos e inserção de novos materiais, como sementes, peças em coco e novas técnicas também tradicionais, como o tingimento natural da linha da seda do buriti. Assim, as artesãs que antes produziam, com a técnica do trançado das fibras do capim e do buriti, objetos que estavam presentes em seu dia a dia, como os chapéus que protegem os lavradores na roça, cestos entre outros utensílios, agora produzem as mais variadas peças. 

O projeto Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes foi contemplado pelo Prêmio Emergencial do Tocantins da Lei Aldir Blanc, com apoio do Governo Federal.

Capim Dourado, matéria-prima encontrada no Jalapão, é utilizado na produção diversificada de artesanatos e biojoias - Divulgação
Nas oficinas, serão repassadas as técnicas para produção do artesanato e biojoias, utilizando o Capim Dourado - Thiago Sá/Governo do Tocantins
Oficina “Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes” inicia nesta sexta em Pindorama do Tocantins - Divulgação
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