O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), assinou nesta quarta-feira, 11, um protocolo de intenções com a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), que visa desenvolver ações de valorização étnica e cultural, unindo o domínio e a competência da Fapto na captação de recursos para projetos de ensino, pesquisa, extensão, inovação e empreendedorismo com as instituições de ensino superior do Tocantins. A reunião ocorreu na sede da Fapto, em Palmas.
A Sepot, nos últimos meses, tem trabalhado no mapeamento situacional de comunidades tradicionais do estado, com os objetivos de compreender a realidade socioeconômica e desenvolver políticas públicas que atendam de forma efetiva a população. A equipe de campo do Governo do Tocantins é composta por quatro pessoas que trabalham nesta ação, que abrange 11 áreas de interesse, aplicadas em um extenso questionário.
“Estamos empenhados em promover a transversalidade de projetos em todo o Tocantins, visando realizar o mapeamento situacional, que é o ponto principal para o governo. Nosso trabalho inclui a coleta de dados sobre infraestrutura, saúde, saneamento e outras áreas. Para concluir com sucesso essa ação, precisamos da parceria da Fapto, da academia e de outras secretarias”, ressaltou o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Xerente.
A secretária-executiva da Sepot, Cris Freitas, destacou que a parceria com a Fapto é o pontapé inicial que vai aprimorar o projeto, além de elaborar um plano de trabalho mais estruturado. “Nosso objetivo é levar as políticas públicas para as comunidades e cumprir a meta de atingir os 25% dessa missão que nos foi pedida pelo governador Wanderlei Barbosa”, salientou.
O diretor-geral da Fapto, Léo Araújo, explicou que a base da instituição está na ligação entre a academia e o mercado, garantindo o compromisso da Fapto com o projeto do governo. “Os dois programas mais fortes da UFT [Universidade Federal do Tocantins], sendo o de desenvolvimento regional e de governança, e transformação digital, são o alicerce da Fapto. Então, nossos valores estão firmados na mão de obra, academia, tecnologia e informação”, enfatizou.
Mapeamento situacional
O gerente de Planejamento e Captação de Recursos da Sepot, Filipi Holanda, pontuou que a iniciativa do mapeamento situacional será um salto para a elaboração de novas políticas públicas no Estado. “A iniciativa é bastante interessante e inovadora para o nosso contexto. Temos dados fornecidos pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], dentro daquilo que o órgão se propõe a fazer, mas não existe um compartilhamento das informações obtidas. Geralmente, uma entrevista dos questionários elaborados pela Sepot tem a duração de 40 minutos a 1 hora para ser concluída. Para nós, esse compromisso entre a secretaria, a Fapto e a universidade trará mais qualidade para o projeto, pois vamos interagir com pessoas que trabalham em diferentes grupos de pesquisa”, explicou.
“Quando vamos a campo, precisamos unir perfis que compreendam a missão da secretaria, que se dediquem à comunidade. Tenho certeza de que essa parceria irá somar à iniciativa do Estado”, ressaltou o professor do curso de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UFT, Cleiton Milagres.
O analista da Sepot, Marcos André Izidoro, salientou que, por meio desta parceria, o mapeamento não servirá apenas para produzir informações, mas também vai orientar a criação de políticas públicas de qualidade. “E o aprimoramento daquelas que já existem, segundo a realidade das nossas comunidades”, finalizou.
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