Governo do Tocantins e Mapa iniciam projeto agroflorestal no Centro Agrotecnológico de Palmas

Iniciativa é fruto de convênio com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura; expectativa é disseminar as tecnologias para os produtores
por Elmiro de Deus/Governo do Tocantins
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Técnicos em plantio do paricá e eucalipto - Foto: Wilson Rodrigues/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro); e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciaram o plantio do projeto sustentável de experimento na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, no Centro Agrotecnológico de Palmas. A iniciativa é fruto de um convênio entre as duas instituições.  

O projeto experimental, que será desenvolvido a longo prazo, conta com diversos tipos de culturas agroflorestais, sendo que, neste primeiro momento, de dezembro a janeiro, inicia com o plantio da soja, logo após, plantio de duas essências florestais, paricá e eucalipto. Após a colheita da soja, no mês de março, intercala o plantio do milheto.

A última fase do projeto inclui a criação de gado completando, assim, o ciclo do Sistema Silvipastoril, integrando a criação de animais, plantio de grãos e florestas.

O cultivo de árvores é uma alternativa viável para os produtores como estoque de madeira dentro da propriedade e, até mesmo, para comercialização, seja de lenha ou para serraria, adotando um ciclo e condição de manejos especiais. No local, haverá também uma área exclusiva para o plantio da planta nativa baru, no sistema monocultura.

Segundo a engenheira florestal da Seagro, Arlete Leite, a expectativa do projeto é disseminar as tecnologias para os produtores tocantinenses. “É uma unidade experimental de aprendizagem tecnológica e, posteriormente, repassaremos os conhecimentos tecnológicos a estudantes, técnicos e produtores do Estado, disseminando, assim, essas práticas sustentáveis”, enfatiza.

Experimento

O experimento passará por diversas fases de acompanhamento das culturas, em diversas etapas de cultivo. Uma delas é a variação de adubação do cultivo da soja, em quatro variedades, em duas adubações diferentes, visando verificar qual variedade é mais resistente a doenças e adaptada ao clima tocantinense. 

O projeto é desenvolvido pelas gerências da Seagro de Agroenergia e Florestas e Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). 

Do projeto, participam também a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Palmas (Seder), bem como as empresas Polli fertilizantes, Unigel, Corteva e Viveiro Jalapão.

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