Governo do Tocantins participa do seminário internacional “Povos Indígenas e Diversidade Cultural”, no Rio de Janeiro

Estado foi representado pela secretária de Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria
por Elâine Jardim e Jerfeson Nascimento/Governo do Tocantins
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Secretária Narubia Werreria representou o Tocantins no seminário internacional “Povos Indígenas e Diversidade Cultural”, no Rio de Janeiro - Foto: Jerfeson Nascimento/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, esteve na sede da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para participar do Seminário Internacional Povos Indígenas e Diversidade Cultural: Saberes, Fazeres e Biodiversidade. Como proteger para o futuro? O evento organizado pelo Museu Nacional dos Povos Indígenas ocorreu entre os dias 8 e 10 de abril para discutir sobre os direitos dos povos indígenas com lideranças de todo o Brasil.

Durante a semana, a secretária da Sepot, Narubia Werreria, participou das mesas Conhecimentos Tradicionais, Recursos Genéticos e Expressões Culturais Tradicionais: Como proteger nossas culturas? e Lei n° 13.123/2015 – Conhecimentos Tradicionais e Recursos Genéticos. Em seguida, integrou a mesa Cultura em Sala de Aula: a implementação da Lei n° 11.645/2008.

A secretária Narubia, juntamente com a escritora indígena Eliane Potiguara; e a diretora do Departamento de Mulheres e Infantojuvenil do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), Julina Tupinambá, visitou o arquivo do Museu Nacional do Livro. Também foi realizada a cerimônia de posse de Fernanda Kaingáng como diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas, tendo a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

No segundo dia, a secretária Narubia Werreria e o gerente de Planejamento e Captação de Recursos da Sepot, Filipe Holanda, fizeram uma visita ao presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini. Em seguida, a representante do Governo participou como painelista de um debate sobre a proteção dos saberes indígenas.

Narubia agradeceu pela oportunidade de compor o evento e afirmou que foram poucos os momentos em que viu tantos indígenas para tratar sobre o assunto. “Essa pauta é de muita importância e eu só tenho a agradecer pelo convite. Ficou nítida a necessidade de termos mais e chamarmos mais pajés, mestres do saber, mestras parteiras, artesãos, artistas, cantores, enfim. Eu acredito que estamos em um momento de ocuparmos espaços. Tudo é tão recente, mas agora que chegamos em um momento de expansão do debate, devemos continuar”, informou.

No evento, a última mesa foi integrada por Daiara Tukano, do Conselho Nacional de Cultura; Isabella Pimentel, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual; Rodrigo de la Cruz, da Assessoria de Relações Internacionais do Parlamento Andino; Leonardo Santana, Divisão de Propriedade Intelectual (DIPI), do Ministério das Relações Exteriores (MRE); e Carlos Fonseca, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O evento reuniu  representantes de povos indígenas de todos os seis biomas brasileiros para um Caucus Indígena, preparatório para a Conferência Diplomática da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) em Genebra, em maio de 2024. O debate se concentrou nos direitos dos povos indígenas sobre seu patrimônio cultural, especialmente propriedade intelectual de conhecimentos tradicionais, recursos genéticos e expressões culturais. Questões como o direito à consulta prévia, conforme a Convenção n° 169 da OIT, e futuros instrumentos internacionais de proteção serão discutidas.

O seminário também abordou a necessidade de proteger os conhecimentos tradicionais e ps recursos genéticos presentes nos territórios indígenas, devido à crescente biopirataria e à apropriação cultural comercial. Embora o Brasil tenha leis nacionais e tratados internacionais sobre o assunto, ainda falta um acordo internacional que reconheça os direitos indígenas sobre propriedade intelectual. A advogada Fernanda Kaingáng, diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas, defende a criação de protocolos comunitários e a repartição justa de benefícios.

A Conferência

Em 2024, a conferência da Ompi visa criar um instrumento legal para proteger expressões culturais tradicionais, recursos genéticos e conhecimentos indígenas. Garantir a participação plena dos povos indígenas é crucial, dada sua vulnerabilidade diante da biopirataria e da apropriação cultural, aspectos que afetam diretamente seu patrimônio cultural e exigem ações urgentes.

Secretária Narubia Werreria discutiu a importância de proteger o conhecimento dos povos indígenas - Jerfeson Nascimento/Governo do Tocantins
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