O Governo do Tocantins, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), promove entre os dias 3 e 6 de novembro um curso de capacitação em piscicultura para técnicos extensionistas que atuam na atividade. O encontro será realizado no Centro de Treinamento e Capacitação em Tecnologia Agropecuária e Extensão Rural (CTC – AGRO), localizado no Complexo de Ciências Agrárias da Universidade do Tocantins (Unitins), em Palmas, das 8 às 18 horas.
De acordo com Andrey Costa, gerente de Pesca e Aquicultura do Ruraltins e um dos instrutores da capacitação, a proposta é atender as demandas do setor, proporcionando aos profissionais da extensão rural modelos produtivos que na prática atendam as diferentes solicitações relacionadas às etapas de implantação da piscicultura nos mais diversos sistemas de cultivos.
“O Ruraltins tem se preocupado em capacitar seus servidores no setor da piscicultura no sentido de atualizar e aperfeiçoar novas técnicas, além de reciclar métodos já praticados. Com os novos incentivos do Governo do Estado para o desenvolvimento da piscicultura e demandas retraídas prestes a surgirem, é necessário esse nivelamento entre os técnicos. A ideia é que todos trabalhem em sintonia, tanto as equipes que estão na ponta atendendo diretamente os produtores quanto os profissionais que atuam indiretamente na área da piscicultura”, avalia Andrey Costa, observando que o curso será ministrado ainda pelos extensionistas Confúcio da Silva Guedes e Rafael Massaro.
Oportunidade
O curso de capacitação em piscicultura faz parte das ações do convênio Oportunidade, fruto de parceria entre o Governo do Tocantins e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem execução até junho de 2022. A parceria tem por finalidade fortalecer os serviços de assistência técnica e extensão rural, no sentido de garantir, aos agricultores familiares, melhorias na gestão das suas propriedades, favorecendo a maior geração de renda e a melhoria na qualidade de vida das famílias.
Programação
Os organizadores da capacitação dividiram o conteúdo programático da seguinte forma: Panorama da piscicultura no mundo, no Brasil e no Tocantins; Legislação e Regularização Ambiental; Legislação e Regularização Ambiental no Tratamento de Efluentes; Infraestrutura para piscicultura em viveiros escavados; Topografia e preparação de viveiros escavados; Práticas de infraestrutura para piscicultura, em viveiros escavados; Sistemas de cultivo de piscicultura; Aquisição e transporte de alevinos; Manejo alimentar – nutrição na recria e engorda e qualidade da água; Manejo sanitário: Principais enfermidades dos peixes; Despesca conservação e beneficiamento de Pescados; Custos de produção para a piscicultura; Crédito rural para a piscicultura; Módulos mínimos viáveis para cada estrutura de produção; Estrutura de produção; Implantação e custeio; Escolha de áreas para viveiros escavados; Escolha de área aquícola e solicitação de área junto ao Mapa; e Visita técnica em uma Piscicultura com viveiros escavados e visita técnica em viveiros elevados.
Cenário da piscicultura no Tocantins
A piscicultura é uma das cadeias produtivas que vem ganhando força no Tocantins, impulsionadas pelas áreas propícias, abundância hídrica e, principalmente, pelas políticas públicas implementadas pelo Governo do Tocantins integradas às demandas da Câmara Setorial da Piscicultura.
Com a meta de estar, nos próximos dez anos, entre os cinco maiores produtores de peixes do Brasil, com uma estimativa de produzir 50 mil toneladas de pescado por ano, o Governo segue o Plano de Desenvolvimento da Piscicultura no Tocantins (PDP). Plano este que visa não só aumentar a produtividade e a qualidade, como também promover o crescimento de forma organizada e sustentável da cadeia, favorecendo a geração de renda, empregos e a melhoria da qualidade de vida de quem vive da atividade.
Atualmente, a cadeia produtiva está presente em 117 municípios do Estado, com uma produção de 14.328 toneladas de pescado por ano, tendo como maior produtor de peixes o município de Almas, com 8,3 mil toneladas/ano; seguido por Dianópolis, 1,1 mil toneladas; e Porto Nacional com 1,08 mil toneladas/ano. O setor movimenta R$ 92,8 milhões ao ano.
Edição: Thâmara Cruvinel
Revisão Textual: Marynne Juliate
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