O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) é parceiro da Festa da Colheita do Capim Dourado. A 11ª edição, o evento teve início nessa quarta-feira, 11, e prossegue até domingo, 15, na comunidade quilombola Mumbuca, município de Mateiros.
A Seagro é parceira da ação, que aborda dentre os temas, plantas medicinais e fitoterápicos, projeto desenvolvido com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz).
Técnicas da Seagro vão participar da Roda de conversa nesta quinta-feira, 12, às 14 horas, sobre plantas medicinais com a comunidade e representantes da Fio Cruz e do Mapa. “Falaremos a respeito do projeto das plantas medicinais e Sociobiodiversidade e sua importância para as comunidades quilombolas do estado”, explicou a gerente de Sociobiodiversidade da Secretaria Dilciane Nascimento Viana.
Projeto
O projeto de plantas medicinais e fitoterápicos iniciou no Tocantins em 2016, com a realização de oficinas numa ação transversal com a participação da Seagro, da Fundação Oswaldo Cruz e dos ministérios da Saúde e o então Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), hoje Mapa.
A técnica da Seagro Marta Babosa Santos, que se tornou articuladora do programa, afirma que na primeira etapa, o objetivo era mapear, com a participação das comunidades envolvidas, a situação de algumas cadeias de valor de plantas medicinais e fitoterápicos no Tocantins. “Nesse trabalho foram mapeadas a babosa, o hortelã, a sucupira e a macaúba”, destacou.
A professora Doutora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e coordenadora do programa Cadeia de Valor em Plantas Medicinais da Fundação Oswaldo Cruz, Joseane Costa, que participa do projeto desde 2016, explica que a roda de conversa servirá para conhecer se a comunidade faz uso, e de que forma, desses produtos mapeados. “Vamos abordar como devem trabalhar essas espécies, se existe uso, o que pode e o que não pode com as plantas medicinais”, frisou.
Participam também da roda de conversa, as representantes da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do Mapa, Daniella Vasconcelos e Tarcila Portugal.
O projeto viabiliza recursos e cursos de capacitação para as comunidades que trabalham na atividade agroextrativistas melhorarem e ampliarem seus empreendimentos rodutivos, gerando renda e melhorando a qualidade de vida nas comunidades.
Capim dourado
Com estilo peculiar e único, o artesanato da região do Jalapão é o que mais se sobressai e um dos mais procurados por turistas que vêm ao Tocantins e atualmente apresenta alto valor de mercado com aceitação fora do Brasil. Extraído da natureza, sua matéria-prima é baseada principalmente no talo e na flor Singonanthus-sp, conhecida popularmente como capim dourado, por apresentar tonalidade cor de ouro.
O artesanato de capim dourado é marcado pela beleza das peças, geralmente decorativas e utilitárias, como chapéus, bolsas, cestas, suplá, entre outros. Após longo trabalho para agregar valor aos produtos, atualmente as peças apresentam desing moderno adquirido com novas técnicas aplicadas em cursos e oficinas de capacitação com artesãos há mais de uma década.
Uma das 54 comunidades quilombolas do Tocantins, Mumbuca, no município de Mateiros tem o capim dourado como principal fonte de renda. As 60 famílias que vivem no povoado melhoram sua renda graças a beleza do capim dourado. o capim dourado deve ser colhido sempre em setembro, quando talos e flores estão prontos para a colheita.
Programação
Quinta-feira, 12;
Das 8h h às 12h – Bioeconomia e Agricultura Familiar- Palestrante: Marcos Pavarino- Coordenador Geral de Extrativismo da Secretaria da Agricultura Familia- Mapa.
Das 14h às 17H - Plantas medicinais e fitoterápicos - roda de conversa. Joseanes Costa, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará/Oswaldo Cruz; Daniela Vasconcellos - técnica da SFA/Mapa; Marta Barbosa Santos - Articuladora Regional do Projeto de Plantas Medicinais e Fitoterápicos/Seagro.
Das 19h às 21h - Debates sobre pesquisas acadêmicas realizadas em Mumbuca- Grupo Quilombo Mumbuca de Pesquisa-GQMP.
Às 22h - fogueiras e feira sabores jalapoeiros.
Sexta-feira, 13
Das 10h às 11h: Abertura do Encontro dos Violeiros para Salvaguarda da Viola de Buriti.
Das 11h às12h: Conversas e compartilhamento de ações e experiências entre os violeiros.
Mesa dourada
Das 14h às 17h30
Tema 1: das 14h às 15h30 – Roda de conversa sobre salvaguarda da Viola de Buriti.
Tema 2: Às 15h30 às 17h 30 - Turismo no Jalapão, quilombos e o TBC.
Envolvidos: Comunidades do Jalapão- Associações dos artesãos do Jalapão, Instituições (Prefeituras, MPF, IPHAN, SEDEM, Secom, Naturatins, Adetuc– APA- Jalapão iCmbio).
Das 19h às 22h – Direção da Igreja Assembleia de Deus de Mumbuca
Culto de Louvores em agradecimentos ao criador do capim dourado.
Mensagem da colheita-Cantora Mirian Alves - Mumbuca
Fogueira de Histórias, versos, poesia e a feira sabores jalapoeiros
Sábado, 14
7h - Cavalgada dourada
8h - Corrida a cavalo (com premiação)
11h - O som da Viola e dos Violeiros de buriti. ( IPHAN)
Das 15h às 18h - Campeonato dourado de futebol - feminino e masculino
19h- Pronunciamento das representações
-Premiações
- Desfile das gerações do capim dourado
-Dupla tradição do Jalapão-Viola de buriti
- Teatro “Encenando a tradição”
23h - Histórias, versos, poesia e brincadeiras e a Feira sabores jalapoeiros
Domingo, 15
Das 7h às 10 h - Saída ao campo-colheita demonstrativa do capim dourado
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