Com a missão de agrupar informações levantadas durante visita à casa de farinha da cidade de Figueirópolis, que se encontra desativada, um grupo de técnicos esteve reunido nesta quarta-feira, 10, na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden). A meta é desenvolver um projeto de revitalização da casa de farinha, tornando-a instrumento de geração de renda no município.
Nesta etapa, os técnicos estão definindo o plano de trabalho para construção de propostas e ações, visando mobilização de instituições parceiras e prefeitura do município quanto ao projeto do Governo, onde as informações levantadas serão adequadas para se iniciar o processo de revitalização da casa de farinha.
A iniciativa tem como objetivo organizar o setor da cadeia produtiva da mandioca para promover o melhoramento da qualidade da fabricação de farinha, tornando o produto mais competitivo no mercado, melhorando a geração de renda e, consequentemente, o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras.
O plano de trabalho inclui atividades referentes ao levantamento de custos para plantio da mandioca, projetos de engenharia, avaliação e reparo dos equipamentos para o processamento da mandioca e a fabricação da farinha. Ainda estão sendo levantadas informações sobre as condições sanitárias, de assistência técnica e extensão rural, de empreendedorismo, transferência de tecnologias e a situação ambiental das casas de farinha com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e a Vigilância Sanitária do Estado (Anvisa), dentre outros órgãos.
“Estamos formatando o planejamento das ações necessárias para fomentar a cadeia produtiva da mandioca no Tocantins, com foco na produção de farinha junto às associações de produtores do Estado. Nesse sentido, foi elaborado um plano de trabalho, por meio do Arranjo Produtivo Local [APL] da Mandioca, que é gerenciado pela Seden, inicialmente nas cidades de Figueirópolis, Cariri e Araguaçu”, enfatizou o economista Wendell Soares Pachenco, técnico da Seden.
O grupo é formado também por representantes da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Tocantins produz de 15 a 18 toneladas de mandioca por hectare. Atualmente, existem 37 casas de farinha ativas no Estado.
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