Incentivar a produção e o investimento por parte dos empresários foram as premissas apontadas pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Dearley Kühn, como fundamentais ao desenvolvimento econômico do Tocnatins, durante a cerimônia de assinatura do acordo de cooperação técnica entre o Governo, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden), e a Universidade Federal do Tocantins (UFT). A partir de agora, as duas instituições irão trabalhar na pesquisa das potencialidades de uso do coco babaçu.
A cerimônia ocorreu na manhã desta quarta-feira, 4, no auditório do Memorial Coluna Prestes, e foi aberta com palestra sobre cenários e perspectivas para o coco babaçu no Tocantins, proferida pelo gerente de Arranjos Produtivos da Seden, Marcondes Martins.
De acordo com ele, o Mapeamento dos Arranjos Produtivos Locais (APL), também realizado em parceria com a UFT, demonstrou que a APL do Babaçu possui o maior nível de competitividade, motivada em grande parte por sua restrição geográfica, já que a planta é nativa em apenas quatro estados, e também por sua potencialidade de exploração. “Temos a matéria-prima, esse é um grande fator de atração de investimentos, mas precisamos desenvolver um modelo de negócio integrador, que envolva as comunidades coletoras”, enfatizou.
O gerente também citou outras parcerias voltadas ao babaçu, como o Instituto Votorantim, que já investiu R$ 750 mil em projeto no município de Xambioá, e o Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra), que tem acordo de cooperação com o Estado voltado para a pesquisa de penetração e acesso a novos mercados e planejamento de marketing. “Também está em fase de elaboração o processo de Indicação Geográfica junto ao Inpi [Instituto Nacional de Propriedade Industrial], a exemplo do que já foi feito com o capim dourado”, completou.
Já a UFT irá trabalhar no levantamento de pesquisas já existentes, na análise de características físico químicas do óleo do babaçu, no estudo comparativo com outros óleos, entre outras atividades.
Responsável pela execução do projeto, por meio do Laboratório de Tecnologia de Frutas e Hortaliças, o professor Aroldo Arévalo Pinedo, reiterou que o trabalho envolve o desenvolvimento do produto, o patenteamento e também o repasse de tecnologias. “O babaçu é uma matéria-prima muito promissora, seu óleo possui baixa oxidabilidade e fácil digestão”, citou, lembrando que o leite do coco do babaçu já é desenvolvido na forma industrial, bem como o iogurte e a bebida láctea probiótica. Pode ser usado ainda na medicina, na área cosmética e como ração animal.
Esforço
Márcio da Silveira, superintendente de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), lembrou que a UFT tem sido uma grande parceira no desenvolvimento de pesquisas, e reiterou o esforço do Estado em dar continuidade a essa atividade. “Sem conhecimento, não vamos a lugar algum”, disse, apontando como próximo passo as ações voltadas à extensão tecnológica, com a participação dos empresários.
Para o reitor Luís Eduardo Bovolato, o Estado, por meio da Seden, exerce papel estratégico ao desenvolver ações que unam o poder público, a academia e o setor privado. “É um esforço necessário para colocar o Tocantins em outro patamar”, completou, lembrando o importante papel da Fapt no fomento à pesquisa.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Dearley Kühn, reiterou as várias potencialidades do Estado a serem exploradas, visando o incentivo à produção e a atração de investimentos. “Acredito no desenvolvimento do Estado a partir desses estudos”, concluiu.
Próximas ações
Entre os dias 10 e 12 de julho, a Seden fará uma oficina em Xambioá para colher dados e informações para subsidiar a elaboração do plano de desenvolvimento da cadeia produtiva do coco babaçu. A programação inclui visitas à Votorantim e à Cooperativa Multifuncional de Economia Solidária do Estado do Tocantins (Coome-Sol), que reúne artesãos de Xambioá, Araguaína e Piraquê.
Em breve, também será lançado o novo rótulo de produtos do babaçu, desenvolvido pelo setor de publicidade da Seden.
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