Pesquisa determina risco de alimentos clandestinos de origem animal

Bactérias em alimentos não inspecionados podem ocasionar doenças alimentares
por Geórgya Laranjeira Corrêa/Governo do Tocantins
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O estudo científico conta com a participação de uma equipe multiprofissional que contabilizam 17 pesquisadores de diversas áreas
O estudo científico conta com a participação de uma equipe multiprofissional que contabilizam 17 pesquisadores de diversas áreas - Foto: Wilson Rodrigues/ Governo do Tocantins

Produtos alimentares como carne, queijos, ovos e pescados podem causar intoxicação e infecção alimentar caso não sigam as normas de inspeção municipal, estadual e federal que exigem algumas regras de manipulação dos produtos. É o que revela uma pesquisa que avalia as bactérias capazes de causar doenças transmitidas por alimentos em produtos de origem animal, além da sua resistência aos antibióticos. O estudo faz parte do  Programa Pesquisa para o SUS do Ministério da Saúde (PPSUS) e está sendo desenvolvido no Tocantins com o apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt).

Segundo o Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), prof. Dr. Márcio Silveira, “a pesquisa cientifica tem um impacto direto na sociedade e desta forma o Governo, por meio  da Fapt, está fomentando estes trabalhos, além de amparar os cientistas do Estado para que possam desenvolver seus trabalhos, mostrar seu talento e conhecimentos por meio dos estudos”, explica.

Em fase preliminar, o trabalho é liderado pelo Pós Doutor em Ciência Animal que atua na Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ) da UFT (Universidade Federal do Tocantins), Prof. PhD, José Carlos Ribeiro Júnior. Segundo o pesquisador, o estudo envolve os três pilares da Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Conta com a participação de uma equipe multiprofissional com veterinários, farmacêuticos, enfermeiros que contabilizam 17 pessoas, sendo quatro alunos de mestrado, três acadêmicos de iniciação científica e três técnicos. Além de seis pesquisadores, sendo três do Tocantins (UFT) e três da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Fases da Pesquisa

A pesquisa será desenvolvida em fases. Segundo o pesquisador José Carlos Ribeiro, na primeira fase serão analisados os riscos microbiológicos (bactérias causadoras de doenças) e a presença de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) em produtos de origem animal (carne, leite, queijos, ovos e pescados) comercializados informalmente. Na segunda fase serão investigados os genes que codificam a patogenicidade aos seres humanos que consumirem os produtos sem inspeção, ou seja, identifica a gravidade da infecção. Na terceira fase será analisada a resistência das bactérias patogênicas aos antibióticos, que podem influenciar negativamente na efetividade do tratamento médico-hospitalar de doenças transmitidas por alimentos. A quarta fase irá verificar a semelhança genética dos isolados de bactérias patogênicas, identificando a epidemiologia dos patógenos no contexto ambiental do estado do Tocantins, para verificar as fontes de contaminação desses produtos, de forma a identificar e prevenir o risco, garantindo a saúde dos consumidores.

“Será averiguado ainda a patogenicidade por métodos de biologia molecular e existência de toxinas produzidas por fungos nos alimentos avaliados que podem causar intoxicação ao indivíduo. Uma análise que será realizada em parceria com o Laboratório de Nanobiotecnologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL)”, explicou o pesquisador José Carlos Ribeiro. Ressaltou ainda que os resultados serão utilizados para produzir material de treinamento para agentes de fiscalização do comércio de alimentos (vigilância sanitária) de Araguaína e órgãos afins visando a conscientização dos consumidores para coibir o comércio de produtos de origem animal sem inspeção sanitária, provendo a curto e médio prazo a redução da ocorrência de doenças transmitidas por estes alimentos.

Estratégias de trabalho do PPSUS

Em 2019 o PPSUS selecionou nove projetos científicos de professores mestres e doutores por meio de edital promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), os quais serão financiados pelo Governo do Estado por meio do Ministério da Saúde e CNPq.  Um dos projetos aprovados é o do professor Dr. José Carlos Ribeiro que está desenvolvendo a pesquisa sobre risco microbiológico e químico dos alimentos de origem animal clandestinos de Araguaína.  Assim que a pesquisa for concluída será apresentada ao gestor de saúde estadual.

O estudo científico conta com a participação de uma equipe multiprofissional que contabilizam 17 pesquisadores de diversas áreas - Wilson Rodrigues/ Governo do Tocantins
O estudo científico conta com a participação de uma equipe multiprofissional que contabilizam 17 pesquisadores de diversas áreas - Wilson Rodrigues/ Governo do Tocantins
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