Práticas sobre instalação de viveiros escavados e elevados são destaques em capacitação técnica de piscicultura

Conhecimentos e cálculos de custos que serão repassados, pelos extensionistas, aos produtores ainda no projeto de piscicultura a ser desenvolvido
por Edvânia Peregrini/Governo do Tocantins
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Aula práticas sobre instalação de viveiros escavados
Aula práticas sobre instalação de viveiros escavados - Foto: Delfino Miranda/Governo do Tocantins

No segundo dia da capacitação em piscicultura realizado nessa quarta-feira, 4, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), os extensionistas do órgão aprenderam na prática sobre a implantação de viveiros escavado e elevado. O curso, que ocorre até a sexta-feira, 6, no Centro de Treinamento e Capacitação em Tecnologia Agropecuária e Extensão Rural (CTC Agro) da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), tem por finalidade qualificar os serviços de assistência técnica e extensão rural ofertados aos piscicultores tocantinenses.

Divididos em dois grupos, os extensionistas visitaram a Unidade de Pesquisa e Extensão Rural do Ruraltins, localizada na Agrotins, onde realizaram medições e piqueteamento de uma área de 1.000 m² para a instalação de uma Unidade Demonstrativa de Piscicultura.

Com instruções do técnico agrícola do Ruraltins, Confúcio Guedes, sobre práticas de infraestrutura para piscicultura em viveiros escavados, os técnicos tiveram a oportunidade de analisar o projeto, a planta baixa, fazer a demarcação do terreno, com piqueteamento para depois fazer a parte topográfica.

“Com esses dados topográficos, os técnicos vão voltar para sala de aula para calcular qual vai ser a profundidade, quanto de terra vai movimentar, quantas horas de máquina vão gastar, conhecimentos e cálculos de custos que serão repassados aos produtores no projeto de piscicultura a ser desenvolvido”, pontuou

O engenheiro de Pesca do Ruraltins de Araguatins, Ricardo Anderson Pereira, também complementou sobre a infraestrutura para piscicultura em viveiros escavados, destacando o que deve ser observado para que a atividade seja economicamente viável.

“Esse tema é de suma importância para a atividade, pois faz com que a gente tenha um manejo economicamente viável. Em nosso cotidiano de assistência técnica e extensão rural percebemos a falta de determinados itens que poderiam profissionalizar as pisciculturas, como o planejamento da construção, a escolha do local, topografia, bem como os sistemas de abastecimento e drenagem. A piscicultura é realmente uma atividade que tem parâmetros técnicos que precisam ser observados para garantir sua viabilidade. Nós, como técnicos, precisamos nos atentar aos detalhes e a todas as tecnologias que possam ser implementadas dentro das pisciculturas, para mostrarmos aos produtores o que pode ser melhorado, otimizando custos e aumentando os lucros, fazendo com que a atividade seja sustentável”, observou.

O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Elias Mendes, destacou os fatores que levam à presença de doenças nos viveiros, bem como alguns sintomas e as boas práticas de manejo sanitário e nutricional.

Na oportunidade, o zootecnista da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Thiago Tardivo, falou sobre o Plano de Desenvolvimento da Piscicultura, sistemas de cultivo e o manejo alimentar. “Viemos aqui colaborar com a formação dos extensionistas e trazer um estímulo a mais aos colegas que estão se capacitando dentro da atividade, no sentido de que busquem cada vez mais conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento e o crescimento da atividade”, pontuou.

Para a extensionista Valéria Lima, da Regional de Gurupi, o curso está sendo de grande aproveitamento uma vez que aborda as novas tecnologias e soluções que podem contribuir para que o produtor consiga produzir em condições cada vez melhores. “E a melhor parte deste curso é que nós, extensionistas, estamos aplicando na prática todo esse conhecimento teórico que a gente está adquirindo em sala de aula”, reforçou.

Crédito rural

Além da capacitação técnica, os extensionistas estão recebendo orientações de instituições financeiras para alinhar os procedimentos no processo de elaboração de projetos de pisciculturas para captação de recursos. Durante o curso, as equipes estiveram reunidas com o engenheiro agrônomo da Gerência de Planejamento do Banco da Amazônia, Romilton Brito da Paixão, que esclareceu sobre as linhas de créditos disponíveis para a piscicultura, os limites disponíveis, e as inovações dentro do processo de crédito, tanto para custeio quanto para investimento, como também reforçou sobre as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

“Para a piscicultura, o Banco da Amazônia disponibiliza desde os investimentos necessários para a escavação dos tanques, das redes elétrica e hidráulica na propriedade, os armazéns, como também disponibiliza recursos para a aquisição de alevinos, ração e pagamentos da mão-de-obra necessária”, frisou Romilton Brito da Paixão.

 

Edição: Thâmara Cruvinel

Revisão Textual: Marynne Juliate

Orientações do representante do Banco da Amazônia sobre elaboração de projeto para produtor ter acesso a linha de crédito - Ruraltins/Governo do Tocantins
Zootecnista da Seagro Thiago Tardivo falou sobre o Plano de Desenvolvimento da Piscicultura, sistemas de cultivo e o manejo alimentar - Ruraltins/Governo do Tocantins
Médico veterinário da Adapec, Elias Mendes, destacou os fatores que levam à presença de doenças nos viveiros - Ruraltins/Governo do Tocantins
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