Neste dia 1° de outubro, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) celebra o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, com avanços no desenvolvimento da política do idoso, no cuidado e na proteção. No Brasil, a data marca o dia em que o Estatuto do Idoso (Lei n° 10.741) entrou em vigor há exatos 18 anos e é de suma importância para a proteção e a reflexão social sobre a necessidade de respeito aos idosos. Internacionalmente, o dia foi instituído em 1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar conceitos sobre independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade da pessoa idosa.
A diretora de Direitos Humanos da Seciju, Sabrina Ribeiro, ressalta que a garantia da defesa de direitos tem tido avanços no sentido de pactos e parcerias. “O Governo do Tocantins foi um dos primeiros a assinar o Pacto Nacional de Implementação da Política de Direitos da Pessoa Idosa e, juntamente com a Secretaria Nacional da Pessoa Idosa, fizemos a sensibilização dos 139 municípios do Estado pela fundação dos conselhos municipais e para que possam criar, também, seus fundos da pessoa idosa, a fim de receber doações de várias frentes. Cabe ressaltar que a data nos relembra a importância de lutarmos todos os dias do ano em prol desse público”, reitera.
A gerente de Diversidade e Inclusão Social, Nayara Brandão, responsável pela política de proteção à pessoa idosa na Pasta, reforça o ideal de um trabalho efetivo em prol da pessoa idosa. “Essa data tem o objetivo de dar visibilidade às pessoas idosas, dar destaque aos seus direitos e levar informação para aqueles que sofrem com algum tipo de violência, sendo que nossa Gerência trabalha em prol da prevenção, divulgando os canais de denúncia e fazendo palestras sobre seus direitos, além de realizar a entrega de cestas básicas para aqueles que se encontram em estado de vulnerabilidade. Devemos comemorar esta data e cuidar de quem sempre cuidou de nós”, afirma.
Envelhecimento ativo e saudável
O pós-doutor e especialista nos cuidados à pessoa idosa, Rodrigo Caetano Arantes, que recebeu a Comenda Zilda Arns pelos relevantes serviços prestados à comunidade idosa, explica que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece quatro pilares principais para um envelhecimento ativo e saudável: Saúde, Participação, Segurança e Educação para o Envelhecimento. “Os cuidados com a saúde incluem, mas não se limitam à prática de exercícios físicos. Também são importantes fatores como cuidados com a alimentação, controle de doenças crônicas diagnosticadas, acompanhamento de especialistas em Geriatria e Gerontologia, a vivência da espiritualidade, independentemente de designação religiosa e muitas outras possibilidades, além de beber bastante água”, explica.
“A participação inclui redes de relações sociais satisfatórias que tragam bem-estar e satisfação com a vida e que não sejam em quantidade e sim, qualidade dos laços estabelecidos seja em família, igreja, rede de vizinhança, locais de atendimentos à saúde, dentre outras possibilidades. No que se relaciona à segurança, o Brasil conta com um grande número de leis que garantem o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas, porém urge a efetividade de todas elas para que não existam somente no papel e sejam respeitadas”, afirou Rodrigo Caetano.
Já sobre a educação, o profissional mencionou dois aspectos: “A educação para o envelhecimento inclui o envolvimento de crianças, adolescentes e jovens na aprendizagem escolar com relação ao respeito às pessoas idosas e garantia da efetivação dos direitos; e o acesso à educação formal das pessoas idosas, pois infelizmente ainda se tem um quantitativo considerável [aproximadamente 18,6%, segundo o IBGE] que não sabem nem ler ou escrever um bilhete e isso pode trazer como limitação, por exemplo, tomar algum medicamento de forma correta”, concluiu Rodrigo Caetano Arantes.
Denunciar é proteger
Para a assessora do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, pela Gerência de Diversidade e Inclusão Social, Vilma Maria Gomes da Silva, o número de denúncias que chegam são graves e em número expressivo. “São denúncias de negligência, maus tratos, abusos financeiros e também há muita solicitação de Instituição de Longa Permanência, pois muitos idosos se sentem angustiados e reprimidos vivendo com filhos, netos e sendo muitas vezes maltratados, chegando ao ponto de querer morar em Instituições”, afirmou.
“É preciso que as pessoas entendam que os idosos já contribuíram muito com a sociedade em que viveram e que nada é mais justo do que terem descanso e respeito no final da vida”, finalizou Vilma Maria.
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