Para consolidar o planejamento do Manejo Integrado do Fogo de Base Comunitária (MIFBC), gestores do Parque Estadual do Cantão (PEC) e da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, têm realizado uma agenda intensa de reuniões com as comunidades que vivem nas Unidades de Conservação (UCs) e nas regiões do entorno. As UCs são geridas pelo Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
As reuniões com os comunitários iniciaram no mês de abril e seguiram ao longo de todo este mês de maio. Durante os encontros, os comunitários refletem sobre o uso do fogo e a sua importância aos processos naturais do ecossistema e a sua utilização para plantações e criação de animais. Outra importante ferramenta no manejo de base comunitária é a cartografia social, metodologia participativa em que as comunidades constroem o mapa da região onde vivem para identificar cursos d'água, casas e áreas a serem manejadas com as queimas controladas.
O órgão ambiental, junto às comunidades, também constrói o calendário com as datas, os responsáveis pelas queimas e os objetivos para o uso do fogo que reduzirá a biomassa, combustível para os incêndios florestais durante o período da estiagem.
Outro aspecto do Manejo Integrado do Fogo (MIF), é a parceria com os municípios por meio das prefeituras municipais, associações comunitárias, assentamentos, comunidades rurais e escolas. Entre os assentamentos que receberam as reuniões estão o assentamento Onálicio Barros, em Caseara, o assentamento Manchete, em Marianópolis, e o Macaúba, em Pium. Em Barreira do Campo, distrito de Santana do Araguaia (PA), a gestão do PEC se reuniu com torrãozeiros do interior do parque que vivem do lado do Pará. "Estabelecemos áreas prioritárias, a ideia é trabalhar com assentamentos e propriedade rurais que ficam no entorno do parque, na zona de amortecimento. Priorizamos os assentamentos com maiores problemas e as grandes propriedades rurais", explicou a inspetora de recursos naturais do Naturatins, Aline Vilarinho.
Em Dois Irmãos, o Naturatins firmou parceria com a prefeitura municipal, por meio da Secretaria da Agricultura e Brigada Municipal. O encontro entre as instituições é pautado no uso sustentável da natureza a partir do resgate histórico e cultural do fogo. Por meio das queimas prescritas, as áreas de vegetação mais sensíveis são protegidas com mosaico em diferentes estágios de regeneração pós-fogo que também servem como refúgio da fauna.
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