Workshop discute políticas públicas para disseminar o uso de biodigestores

Sistema foi apresentado durante o I Workshop sobre Sistemas de Biodigestão para a geração de energia por meio da utilização de dejetos bovinos, que ocorreu na manhã desta sexta
por Eliane Tenório/Governo do Tocantins
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 O sistema foi apresentado durante o “I Workshop sobre Sistemas de Biodigestão para a geração de energia através da utilização de dejetos bovinos”
O sistema foi apresentado durante o “I Workshop sobre Sistemas de Biodigestão para a geração de energia através da utilização de dejetos bovinos” - Foto: Manuel Junior/Governo do Tocantins

Entre as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), para geração de energia limpa, com ênfase na agricultura familiar, destaca-se o tratamento de resíduos provenientes da pecuária que estariam sendo descartados na natureza. O sistema foi apresentado durante o I Workshop sobre Sistemas de Biodigestão para a geração de energia por meio da utilização de dejetos bovinos, que ocorreu na manhã desta sexta-feira, 28, no auditório do Sebrae Tocantins.

Entre os temas debatidos, o palestrante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e coordenador do Plano ABC, no Brasil, explicou na palestra Plano ABC e Pecuária Intensiva de Baixa Emissão de Carbono, sobre o programa e compromisso com metas de redução de emissão de gás de efeito estufa, assumido pelo Brasil para 2025, em até 37%. O palestrante afirmou que o setor agropecuário está fortemente presente dentro desse compromisso. Esclareceu também sobre o compromisso do Ministério em conduzir o Plano ABC, no fomento à implantação de biodigestores, com objetivo de expandir a tecnologia, gerando menos impactos no meio ambiente e fortalecendo a atividade agropecuária.

Nas demais palestras, o debate foi sobre o uso do biofertilizante na integração lavoura pecuária e informações sobre a linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar para Restauração Ecológica (Pronaf Eco), que financia investimentos destinados à implantação de tecnologias de energia renovável, como biodigestores, principalmente, para agricultura familiar.

Biofertilizante

Também durante o workshop, foram apresentados exemplos de casos de sucesso com o uso de biodigestores na produção de energia elétrica, trazendo economia na conta de energia elétrica de uma granja, no município de Aguiarnópolis, que é pioneira no uso de dejetos de frangos e que com o biodigestor implantado lá consegue economizar cerca de R$ 30 mil com o que gastava de energia.  Outro caso apresentado foi o do Colégio Agropecuário de Natividade. A diretora Derenilza Amorim falou sobre os benefícios trazidos com o uso do biodigestor, principalmente em relação ao meio ambiente e também financeiro e do uso dos produtos biofertilizantes na fruticultura e nas pastagens. “Tem causado impactos positivos, diminuindo gastos com a compra de menos adubos químicos e como o os dejetos são canalizados para transformação no biodigestor, deixa de poluir o lençol freático”, destacou.

Disse também que, com a experiência, a instituição tem ganhado visibilidade em relação à comunidade, recebendo professores, pesquisadores e produtores rurais que vêm conhecer como funciona o biodigestor no intuito de instalar a tecnologia. O trabalho é desenvolvido com todos os alunos da escola com a função de formar profissionais para atuar no agronegócio; e com a atividade com o biodigestor, já recebeu uma premiação na área de educação ambiental.

Biodigestão

O secretário da Seagro Thiago Dourado esclareceu sobre o que é a biodigestão, um mecanismo de transformação de dejetos para gerar algum outro produto, no caso do evento aborda-se sobre o uso de biodigestores para gerar energia e biofertilizante. “O Estado está cumprindo o Plano Estadual de Agroenergia, e uma das cadeias prioritárias para o fomento é o biogás, porque a partir dele pode-se gerar energia elétrica”.

Thiago Dourado disse ainda que a proposta da Seagro é fortalecer e incentivar ainda mais essa ação dentro das atividades agropecuárias, avicultura, suinocultura e a própria pecuária que é o caso do evento desta sexta-feira, em que se utiliza os dejetos dos bovinos para gerar energia. “Então aquilo que muitas vezes gerava um problema ambiental, como gerar gás metano ou outros, começa a ser processado se transformando em energia e fertilizante, reduzindo assim os impactos ambientais”, explicou.

No encontro participaram, também, representantes da Agricultura de Baixo Carbono (ABC-TO), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e as empresas Recolast ambiental e Agrivita.

Durante o workshop, foram apresentados exemplos de casos de sucesso com o uso de biodigestores na produção de energia elétrica - Manuel Junior/Governo do Tocantins
A diretora Derenilza Amorim falou sobre os benefícios trazidos com o uso do biodigestor, principalmente em relação ao meio ambiente e também financeiro - Manuel Junior/Governo do Tocantins
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